Sob o comando de Antonio Conte, Alexis Sánchez terá a oportunidade de reascender a carreira
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Sob o comando de Antonio Conte, Alexis Sánchez terá a oportunidade de reascender a carreira

Uma das boas tramas da janela de transferências, o empréstimo de Alexis Sánchez a Inter de Milão, viveu altos e baixos. Em alguns momentos, parecia que não ia acontecer por divergências envolvendo seu estratosférico salário com o Manchester United. Depois, quando tudo parecia acertado, abafou-se o caso e dias se passaram sem qualquer notícia informando da negociação. De qualquer modo, foi confirmado e pôde respirar novos ares.

Há não muito tempo, quando seu contrato estava próximo de expirar e era desejado pelos dois clubes de Manchester, Sánchez vivia uma boa fase com a camisa do Arsenal. Logo, se fosse para qualquer um dos prováveis destinos, dificilmente seria considerado um mau reforço. Do ponto de vista do City, a concorrência para o setor ofensivo seria maior e talvez a titularidade não acontecesse. Pelo lado do United, já naquela época com graves problemas ofensivos, a lógica não permitia julgá-lo de forma negativa. Assim, rumou ao lado vermelho da cidade possuindo um alto atrativo financeiro — que pode ter sido a principal justificativa para a escolha.

O tempo passou, jogos começaram a acontecer e cada vez mais ficou escancarado o tamanho do erro do chileno ao sair do Arsenal. Por lá, era titular indiscutível, tinha certa paciência da torcida com suas irregularidades e poderia renovar recebendo um contrato satisfatório na perspectiva de tempo e de salário. No entanto, jogadores possuem ambições e acredito que ele não é diferente. E até por isso largou a zona de conforto (que era tudo, menos confortável) e decidiu ir à Itália.

Divulgação/Inter de Milão

O cenário que encontrou na Inter de Milão é, de certa forma, novo e previsível para as suas pretensões dentro de campo. Não é segredo pra ninguém que Antonio Conte gosta de jogar com dois atacantes, sendo um com mais mobilidade para se movimentar pelas regiões ofensivas e outro mais fixo. No caso do jogador de 30 anos, poderá recuperar o nível dos tempos de Arsenal atuando mais recuado, sendo capaz de desequilibrar e fazer total diferença se realmente tiver mais tempo de jogo em relação ao que tinha em Manchester — o que será questão de tempo para acontecer.

A grande interrogação sobre essa contratação é se a Inter está contratado o Sánchez do Arsenal ou do Manchester United. Especialmente no United, o chileno atuou mais preso ao lado esquerdo, onde não conseguiu sequer marcar um único gol em 13 partidas por ali. Diferentemente do que aconteceu quando foi escalado como segundo atacante ou uma espécie de ponta-de-lança mais móvel. Portanto, como o esquema de Conte favorece suas melhores características de mobilidade e ataque ao espaço, todos os caminhos levam a um provável sucesso.

Em seu novo clube, Sánchez reencontrou o ex-companheiro de Manchester United, Romelu Lukaku, que foi um caso um tanto quanto diferente do seu, mas de certa forma parecido em vista de também ter saído meio que pela porta dos fundos. Então, poderá reeditar uma parceria que, claro, esteve longe de ter sido eficiente nas últimas temporadas, mas poderá ser bem explorada perante os dotes táticos de Antonio Conte que, assim como se tornou a Inter de Milão nos últimos tempos, terá a dura missão de evitar a sequencial queda de rendimento da carreira de Sánchez.