Samassékou é mais um grande achado por parte do Hoffenheim
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Samassékou é mais um grande achado por parte do Hoffenheim

Um dos tantos jogadores projetados pelo Red Bull Salzburg nos últimos anos, Diadie Samassékou pode (e deve) ser considerado um dos principais meio-campistas africanos do momento. Cirúrgico, o Hoffenheim pagou 12 milhões de euros a equipe austríaca e surpreendentemente (por conta do atual inflacionado mercado) o tornou o jogador mais caro da história do clube. Pelo o que pode contribuir, e com alta perspectiva de evolução nos próximos anos, é um valor próximo do simbólico.

Quase todos os bons jogadores que saem da África passam ou já passaram alguma vez pela academia de jogadores de Jean-Marc Guillou, e com Samassékou não foi diferente. Depois de começar por lá, atuou até os 19 anos no Real Bamako, clube que joga a primeira divisão do Mali, seu país local. Então, após ajudar o Mali a terminar em terceiro na Copa do Mundo Sub-20, se mudou para o Red Bull Salzburg no verão de 2015. Porém, logo de cara foi emprestado ao FC Liefering, clube que pertence ao próprio Salzburg e joga a segunda divisão austríaca.

Mas não demorou muito para retornar, visto que conseguiu aproveitar o empréstimo e, logo quando retornou, assumiu a titularidade do meio-campo. Ao todo foram três anos atuando pela equipe, com 134 jogos, dois gols, seis assistências e muitas conquistas: três campeonatos austríacos (Bundesliga) e duas Copas da Áustria. Por enquanto, seu auge foi na Europa League da temporada 2017/18, quando ajudou o Salzburg a chegar nas semifinais. Para exemplificar melhor seu desempenho individual, foi eleito o jogador do ano de 2017 do Mali (não que seja grande coisa) e foi escalado na seleção geral daquela Europa League. Tudo isso aos 23 anos.

Divulgação/Hoffenheim

Como boa parte dos jogadores africanos, Samassékou é um jogador de extrema força e imposição física, além possuir bastante intensidade principalmente marcando. Os números podem não significar muita coisa quando sua função era praticar um jogo reativo, desarmando e arrancando em velocidade com a bola. Até por isso é considerado um exemplo perfeito para o encargo de box-to-box. Ainda que não tenha qualidade suficiente para ser o cara do último passe, consegue dar dinâmica e realizar o balanço tanto ofensivo, quanto defensivo.

É claro que não dá para medir o tamanho do talento do jogador usando a quantidade de equipes europeias que estavam interessadas. Mas, no seu caso, dá indícios de que ao menos há muito potencial, e tem tudo para casar bem com a Bundesliga, a principal liga para desenvolvimento de jovens atletas. Fora que é um campeonato no qual a parte física é extremamente necessária, algo que ele possui de sobra e poderá aprimorar nos próximos cinco anos que possui de contrato com a equipe alemã.

Do ponto de vista do Hoffenheim, é um reforço que cumpre quase todos os requisitos para ser considerado um grande achado: jovem, barato, bom no curto prazo, e potencial para ser ótimo no médio/longo prazo. Depois de perdido peças importantes como Demirbay, Amiri, Joelinton e Schulz, a chegada de Samassékou reflete um mercado onde conseguiu repor com qualidade — Robert Skov, Ihlas Bebou e Sargis Adamyan — e sem gastar preços exorbitantes.