Nationalelf: Schweinsteiger soube parar na hora certa
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Nationalelf: Schweinsteiger soube parar na hora certa

O sucesso da Alemanha na Copa de 2014 definitivamente partiu da força de seu coletivo, coroando uma das melhores gerações já existentes na história. Apesar disso, dependeu várias vezes do talento de seus destaques individuais e com certeza um dos destaques foi Bastian Schweinsteiger: potência, intensidade e muita chegada à área rival. Infelizmente sua condição física culminou no fim do ciclo na Nationalelf com uma idade nem tão comum, porém o histórico de capitães alemães com idades breves e recentes aposentando é grande: primeiramente Michael Ballack com 33, Philipp Lahm aos 30 e Bastian Schweinsteiger aos 31.

A estreia de Schweini na seleção principal foi em junho de 2004, na Eurocopa de Portugal. Uma década depois, conquistou a Copa do Mundo no Maracanã, curiosamente sua única conquista pela seleção. Seu currículo ainda inclui dois terceiros lugares em Mundiais, em 2006 e em 2010, e o vice-campeonato da Eurocopa de 2008. Schweinsteiger conseguiu 81 vitórias, 19 empates e apenas 20 derrotas em 120 jogos e marcou 24 gols pela Alemanha.

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“Fui capaz de vestir a camisa do meu país 120 vezes e passar por momentos que foram indescritivelmente belos e bem-sucedidos.” disse Bastian em sua despedida via redes sociais. (Foto: copadomundo.uol.com.br)

Após sua saída da Baviera, ficou evidente a brutal queda de rendimento em todos os aspectos, sejam físicos ou até mesmo técnicos. Desde a transferência, querendo ou não, a verdade é que Bastian Schweinsteiger nunca mais foi o mesmo. Há algumas suposições na qual justificariam a baixa performance: o Manchester United de Louis van Gaal em si, as frequentes lesões que sempre rondaram sua carreira ou o avanço da idade, ultrapassando os 30 anos.

O único motivo justificável foi a limitação da sua condição física juntamente com a grave lesão sofrida no joelho direito, a consequência da mesma foi a perda da reta final em Manchester e quase não foi convocado para Euro 2016. Mesmo presente na França, seu único ápice na competição foi sair do banco aos 44 minutos do segundo tempo na partida contra a Ucrânia e só precisar de três toques na bola para fazer 2 a 0 e matar o jogo.

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Schweinsteiger comemorando seu vigésimo quarto e último gol com a camisa da Mannschaft. (Foto: newsclip.com)

Como havia sugerido Michael Ballack depois da Euro deste ano, o camisa 7 alemão determinou o fim da gloriosa relação entre ele e a tetracampeã mundial. Vital na maioria das gloriosas campanhas alemãs desde sua afirmação como jogador-chave, sua decisão não foi nem um pouco contestada no ponto de vista profissional, porém há duvidas sobre se realmente foi no momento certo, como dito na mensagem deixada em suas redes sociais: “Löw sabia o que a Eurocopa 2016 representava para mim, porque queria muito ganhar aquele título que nos foge desde 1996. Não estava destinado a ser, e tenho que aceitar isso.”

Bastian precisa mais da seleção do que a mesma dele, mas desapontou juntamente com o time na semi-final contra a anfitriã França e demonstrou ter sido o ponto final na marcante história com a seleção. Sua condição física realmente não aguentaria até a Copa 2018 e nem há cogitação de uma possível Euro 2020, mas o momento foi importuno para a Seleção, que perde mais um líder. Uma das oportunidades passadas foi seguir o mesmo caminho de Philipp Lahm que surpreendeu a todos ao anunciar sua desligação da seleção após a conquista da Copa do Mundo no Brasil.

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12 anos de Seleção Alemã terminados por uma decepcionante eliminação na França. (Foto: tribunadonorte.com.br)

O momento pode não ser o mais favorável para o alemão também no clube. De acordo com notícias veiculadas na mídia inglesa, Schweinsteiger pode ser um dos nomes na lista de dispensa de José Mourinho no Manchester United. É concordável também: frequentes lesões e poucas aparições de gala na Premier League. Curiosamente sua aposentadoria da seleção pode ter sido motivada pela ambição do camisa 31 dos Red Devils em querer recuperar sua carreira no clube. Escolha certa visando o clube, errada ao vislumbrar sua história conquistada em 12 anos de Alemanha.

TEXTO PUBLICADO NO ENDSPIEL

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