Dudu demonstra fazer hora extra no fraco futebol brasileiro e mais uma vez pede passagem na seleção brasileira
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Dudu demonstra fazer hora extra no fraco futebol brasileiro e mais uma vez pede passagem na seleção brasileira

Nem sempre um jogador se torna grande somente quando é convocado para a seleção de seu país. Existem cenários nos quais brilhantes jogadores por seus clubes, nunca sequer foram chamados para servir sua pátria. Em alguns casos, nem cogitado chega a ser. É mais normal do que parece. Contudo, também há situações em que é necessário demonstrar interesse de ambas as partes sobre tal. Dudu sempre mostrou. E a CBF (pra variar), parece que não.

Após intensa disputa pela contratação do atleta entre Corinthians e São Paulo, onde a mídia já considerava o jogador até mesmo contratado pelo Corinthians, o Palmeiras apareceu de surpresa e contratou Dudu em janeiro de 2015, aplicando um “chapéu” nos rivais. Talvez nem o clube e nem o jogador imaginariam o que estava por vir. A identificação com a torcida alviverde surgiu com o título da Copa do Brasil naquele ano, em que o atacante foi fundamental em toda campanha e ainda marcou dois gols no último jogo da final. Pra completar, terminou a temporada de 2015 como o artilheiro da equipe, com 16 gols em 56 partidas.

Em 2016, ano em que completou 100 jogos com a camisa do Palmeiras, Dudu, já como capitão do clube (ao lado de Fernando Prass), ergueu a taça de Campeão Brasileiro e ratificou sua afirmação como um dos ídolos da equipe, conquistando o segundo título nacional em dois anos de clube. Naquele mesmo ano, terminou como o maior artilheiro do recém-inaugurado Allianz Parque.

Você pode até ter seus motivos, mas não pode contestar a influência de Dudu no time com maior número de títulos brasileiros. (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Mesmo com o vice-campeonato brasileiro em 2017, o jogador de 26 anos, assim como o Palmeiras em si, fez um ano ruim. E, a partir disso, sua relação com o clube começou a ficar estremecida logo após surgirem especulações que estaria insatisfeito e buscaria novos ares. Dudu reiterou o desejo de ficar e bancou a imagem de ser grande profissional dentro de campo, ainda que tenha suas vontades e seus desejos.

No meio de 2018, o Palmeiras recusou uma proposta do mercado chinês pelo jogador, que acabou balançando seu relacionamento com a diretoria. Todos os caminhos levavam para sua saída pela porta dos fundos. Até mesmo a torcida que o idolatrava pediu sua transferência. Ainda assim, a diretoria bancou sua permanência e agora colhe frutos do melhor jogador em atividade no Brasil e maior artilheiro do Palmeiras no século XXI. Intenso, veloz, rápido com a bola e principalmente inteligente ao tomar decisões, aos 26 anos, o atacante mostra que este é o melhor Dudu de sua carreira.

Apesar de ter sido aquém do esperado no ano passado, ficou evidente que não passou de uma atipicidade. O atual capitão palmeirense, próximo de levantar mais uma taça de um título nacional, vive sua melhor fase e parece estar imparável no atual limitado futebol brasileiro. Talvez os números possam exemplificar e entender melhor o quão acima da média o jogador se tornou: mais participações diretas em gols, maior assistente, 4º que mais cria chances, 6º que mais dribla e o que mais sofre faltas no Brasileirão 2018.

Via: twitter.com/Footstats

Pedindo passagem há pelo menos uns três anos na seleção brasileira, ele chegou a disputar o Mundial sub-20 e estreou pela equipe principal em partida amistosa contra o Gabão, em 2011. Depois disso, com muito custo, foi convocado pelo técnico Tite para duas partidas pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 em março de 2017, após a lesão de Douglas Costa. Antes, até foi lembrado — quando não tinha como não ser, pois foram convocados apenas atletas que atuavam no futebol brasileiro — e participou do amistoso contra a Colômbia naquele mesmo ano, marcando o gol da vitória por 1 a 0.

Apesar de ter aparecido na lista de suplentes para a Copa do Mundo de 2018, o jogador nunca mais sequer foi chamado. É claro que existe o outro lado da questão, já que a posição do atacante palmeirense talvez seja a mais concorrida na Seleção do Brasil. Entretanto, a teimosia de Tite e seus subordinados em manter-se no mesmo após a eliminação para a Bélgica e a necessidade de iniciar de um novo ciclo visando a Copa América de 2019 e a Copa do Mundo de 2022, parece não ter acontecido ainda. E quando acontecer, Dudu tem que estar presente para mostrar que ainda existe meritocracia na seleção penta-campeã mundial.

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