Ao longo de sua carreira, Dietmar Hamann jogou por grandes clubes europeus. Bayern de Munique, Liverpool e Manchester City são alguns deles. Além disso, foi jogador/treinador do MK Dons, clube inglês que joga a segunda divisão, e também treinou a equipe principal do Leicester. Pela seleção alemã, atuou de 1997 até 2006, quando jogou duas Eurocopas e duas Copas do Mundo, chegando à final da maior competição do mundo em 2002.

Pelo Bayern, Hamann conquistou títulos importantes como duas Bundesligas (1993/94 e 1996/97), uma Copa da Alemanha (1997/98) e uma Taça UEFA (95/96). Contudo, seu auge futebolístico mesmo foi pelo Liverpool, onde conquistou a reputação de ser um jogador altamente consistente e confiável. No time inglês, além da histórica conquista da Champions League em 2005/06, ele também ganhou duas FA Cup (2000/01 e 2005/06), duas EFL Cup ou Carabao Cup (2000/01 e 2002/03) e uma Taça UEFA (2000/01).

Apesar dos sucessos pelo Bayern de Munique e pela Mannschaft, Hamann ficou marcado pela consolidada carreira no futebol inglês. (Foto: Tag Heuer)

Atualmente, o ex-jogador de 45 anos trabalha como comentarista esportivo na Raidió Teilifís Éireann (Rádio-Televisão da Irlanda), onde faz cobertura ao vivo das principais competições europeias e internacionais. Contudo, ele também costuma participar, às vezes, em outras emissoras televisivas. E foi assim que ele criticou, no Sky90, programa da Sky Sports, a maneira constrangedora que o Borussia Dortmund atuou na derrota por 5 a 0 contra o Bayern de Munique na Allianz Arena.

“Se você se dirige para Munique como líder do campeonato — e é claro que pode perder lá — você deve pelo menos lutar”, disse Hamann, contestando a forma patética como o Dortmund atuou no Der Klassiker. Ele ainda completou: “Se você tem a oportunidade de ter cinco pontos de vantagem, então não pode correr com a bandeira branca e dar, mais ou menos rendição, para ir pra casa com cinco gols sofridos. É por isso que o desempenho foi muito decepcionante”.

Para completar, Ewald Lienen, ex-jogador do futebol alemão e atual diretor técnico do St. Pauli, que também participava do debate no programa, contestou a juventude auri-negra em um jogo tão importante como esse. “O Dortmund tinha seis jogadores jovens enquanto o Bayern tinha apenas três jovens jogadores em campo. Não se trata apenas dos meninos, mas se o Dortmund tivesse dois, três, quatro jogadores experientes em campo, teria sido diferente”.

A imagem é autoexplicativa. (Foto: Divulgação)

Seja como for, não há explicações para um time de futebol atuar do jeito como o Dortmund atuou no último Der Klassiker. Se você for contabilizar que o líder de sua liga local, na teoria, é a equipe mais forte do país, fica ainda mais vergonhoso o resultado. Mas se o problema fosse só o resultado, seria muito menor. Não é. E passa longe de ser.

Nos últimos cinco jogos na Allianz Arena, o Dortmund marcou três gols e levou 22. Neste intervalo de tempo, trocou treinador, alguns jogadores e até mesmo o capitão, mas nada mudou. Qual a explicação então? Não há mentalidade, qualidade, força de vontade e, muito menos, um projeto consolidado para acabar com a hegemonia bávara. Claro que é notório a maneira como a equipe auri-negra conseguiu disputar a liderança cabeça a cabeça com um time infinitamente mais forte em todos os quesitos. Entretanto, isso não omite as justas críticas, como as acima, por frequentes atuações pífias nos grandes jogos.